Sobre Mim


Chamo-me Rute, tenho 38 anos, sou licenciada em Estudos Portugueses e tenho duas Pós-graduações em Literatura Portuguesa. A minha vida profissional começou no jornalismo, passou por departamentos de comunicação de multinacionais e ultimamente no guionismo e conteúdos para crianças. Sou guionista de programas de televisão, revisora e já escrevi livros infantis.
Tenho 3 filhos rapazes, de 18 anos, 5 e 4 anos. 
Sou a mais nova de três irmãos e nasci em Almada. Desde sempre, convivi com o campo e a praia. Nunca me revi numa grande cidade. Adoro animais e sempre tive cães. Hoje tenho uma cadela beagle e uma gata rafeira, mas já chegámos a ser oito no mesmo sofá.
Gosto muito de aquariofilia e sei quase tudo o que há para saber sobre o assunto. Há uma certa queda em mim para a ciência animal.
Durante a adolescência, pensei que viesse a ser escritora. Mas a chegada de um filho aos 18 anos não me deu muito tempo para dedicar-me a tal, como pretendia. Comecei a trabalhar e nunca mais parei para pensar nisso. 
Nos últimos anos, tenho trabalhado para crianças. Como já disse, sou guionista de programas infantis e também formadora de workshops de escrita criativa para crianças. Adoro o que faço e no meio dos miúdos sinto-me feliz, realizada e divirto-me muito. 
Aprendi com a minha mãe a ser obstinada e com o meu pai a sonhar. Os meus pais são, para mim, um exemplo de amor. Bem como a minha família, o meu porto de abrigo.
Com a chegada da maternidade, percebi que a minha realização pessoal era mais importante do que a profissional e, quando reuni as condições necessárias, rumei ao Alentejo com o meu amor e aí constituímos família, uma casa e uma horta. 
Com a crise na minha área profissional, comecei a dedicar-me a projectos pessoais, como a agricultura biológica. No Alentejo, aprendi muito sobre a terra e o esforço que é trabalhá-la. Em minha casa, sou eu quem faz tudo – das limpezas às reparações -, com excepção das refeições, que é o meu marido que faz – e bem!
A costura chegou por acaso, também com a maternidade. Sempre dei muito valor às heranças e tradições familiares. A minha avó era costureira. Na infância, gostava muito de passar as tardes escondida por debaixo da máquina a “ajudá-la” a pedalar. 
Um dia, estava grávida do Ricardo, comprei uma máquina de costura. Mostrei o primeiro trabalho à minha Mãe, que, com a frontalidade carinhosa que lhe é habitual, me respondeu: “Filha, podes sempre desfazer e fazer de novo”. Esta frase fez-me esquecer este projecto. Vendi a máquina, mas não a vontade. Um ano mais tarde, e com cada vez menos projectos em Lisboa, comprei outra máquina e, sem dizer nada a ninguém, comecei a costurar. Fiz um curso de costura no Atelier Rosa Pomar, li muito, vi muitos vídeos na Internet – sou curiosa por natureza. Tive muitas amigas que me aconselharam a nunca desistir. Tive o apoio do meu marido. Mais tarde, tive o apoio surpreso da família. 
Aprendi a ser feliz com o que tenho e a dar importância ao dia presente. Consegui adaptar a minha vida às contingências económicas, aprendendo a viver com pouco. O amor orienta a minha vida: o amor pelo meu marido, pelos meus filhos, por cada peça de fruta que cresce numa árvore que plantei… o amor pelos amigos, por cada peça que costuro propositadamente para este ou para aquele bebé… 
Emociono-me facilmente. Gosto muito de música, de dançar, de cinema, de comer e beber. 
Gostava de poder continuar a ter a vida que tenho. Ser feliz, e ver os meus filhos crescerem saudáveis e orgulhosos dos pais que têm, como eu me sinto orgulhosa dos meus.

4 comentários:

O atelier da Isaura disse...

Adorei conhecer a sua história de vida, felicidades, os seus trabalhos são lindos, parabéns.
Isaura

O atelier da Isaura disse...

Adorei a sua história de vida, os seus trabalhos são lindos, parabéns.
Isaura

A Pega-Rabuda disse...

Muito obrigada, Isaura. Um beijinho.

Arlete Ladeira disse...

Parabéns pelo excelente trabalho que faz, e acima de tudo pelo lindo amor que tem pela família que é o maior tesouro que podemos estimar!Beijinhos

Arlete Leitão