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Pedaços do meu fim-de-semana

Os meninos folhearam livros de culinária e quiseram experimentar "esparguete preto". O pai fez-lhes a vontade e cozinhou um delicioso esparguete sepia di nero com cavalinha. Comeram tudo com grande alegria, porque era novidade.
Experimentaram outro novo sabor: queijo camembert.
Para sobremesa, uma fatia de um bolo delicioso que inventei, e já é o segundo numa semana. Tudo porque comprámos na cooperativa agrícola uma saca de 5 kg de pêros bravo-esmolfe. Fiz tudo a olho, açúcar amarelo, ovos, azeite, mel, nozes e amêndoas, canela e os aromáticos pêros.
Ficou delicioso!
Este fim-de-semana, para me distrair, criei dois novos bonecos: o ursinho Francisco e a boneca Amália.
A lareira esteve sempre acesa, pois a casa arrefeceu muito nestes últimos dias.
Tenham uma boa semana!



















Anoitecer

Fiz quatro rosas para quatro clutches. Só parei porque não sou morcego.
Ficam as imagens do anoitecer aqui no Alentejo.






Entardecer

Assim se passa este final de tarde. No jardim, depois das seis, ouvem-se as vacas ao longe e os badalos das ovelhas, quase imperceptíveis aos ouvidos de quem aqui vive.
Regam-se as plantas, tenta-se fazer alguma coisa, criar algo novo, ou apenas deixamo-nos estar, assim, a sentir a brisa na planta dos pés, enquanto a tarde não se faz noite.









Dos dias de cama, das doenças e da costura

Estou desde domingo enfiada na cama com uma amigdalite bacteriana que já me trouxe delírios febris, afonia, e essas coisas todas. Odeio estar doente quando sei que estão a precisar de mim em casa e no trabalho. Ainda por cima, no meu quarto não chega o wifi, logo, para ajudar na agência onde trabalho, preciso levantar-me e ficar na sala, o que tem sido um verdadeiro sacrifício. Nunca imaginei que uma doença que os meus filhos me pegassem me arrasasse desta forma.
Numa destas noites, farta de vestir e despir roupas lavadas, subi ao sótão e fiz estas calças de pijama para o Francisco. A verdadeira doença é a costura.


Já há muito que não cosia nada para os meus filhos, com excepção das bonecas, que acabam sempre por receber maus-tratos desta casa cheia de homens.
Estas calças são super-fáceis de fazer para qualquer principiante e dão imenso jeito ter muitos pares. Os meus filhos usam-nas quando começa a refrescar à noite. Como dormem de tshirt, as calcinhas ajudam a aquecer as pernas. Como são de algodão orgânico, deixam a pele respirar sem sobreaquecer.




Estou desejosa de ver o meu Xixio com elas. Mal me sinta melhor, vou fazer alguns pares para os dois manos e talvez faça um tutorial para quem quiser experimentar.

Por aqui

Ainda fascinada com este regresso, aproveito todos os minutos para me virar para fora, onde tudo se passa por estes dias. Uma semana de férias com os meninos doentes e sem vontade de fazer nada a não ser coser e dormir. Temos aproveitado as noites quentes para banhos na piscina, para plantar hortaliças e regar. No Verão alentejano, vive-se à noite.














Pimp your fridge!

Finally, I got Pavlova eco bags finished! Dear Pav, I am sorry for this delay! I hope you enjoy it and your husband too ;) Tomorrow, they will fly to London! Promise!


A natureza vai dando os seus sinais

Agora que os passarinhos já deixaram de estar mudos, agora que os meninos já saem da escola em plena luz do dia, a natureza vai dando os seus sinais de que existem estações do ano, e, não tarda nada, banhamo-nos na mesma praia de sempre, e dançamos embriagados no jardim, com os pés ainda com areia, à volta de um peixe que crepita no lume. Vem, Verão. Um ano inteiro à espera.




Conservar durante mais tempo

Aqui estão os sacos de refrigeração da minha amiga Pav. São feitos em algodão sarjado, e têm várias medidas. Servem para guardar alimentos no frigorífico, que, assim, se conservam por muito mais tempo. E não é uma alegria abrir um frigorífico que mais parece um arco-íris?


Arrumação de pano

Tenho um tecido sarjado guardado para uma encomenda da minha recém-amiga Pav; ela pretende ter o frigorífico arrumado e deitar fora tudo o que seja de plástico, pois os alimentos frescos deterioram-se muito mais rapidamente nesse tipo de embalagens. Hoje, ao pegar no tecido com que lhe vou fazer um conjunto de ecobags para o frigorífico, não resisti e fiz um mini-cestinho para guardar fitas e carrinhos de linhas. Eu também mereço, não?


Organizar, organizar!

Quando se partilha o espaço de trabalho com o de dormir, dificilmente se consegue ter tudo arrumado e organizado. O meu atelier fica no sótão de nossa casa, e é também o nosso quarto de dormir, de vestir, e ainda o armazém de produtos para a nossa retrosaria. Diariamente, penso, repenso, faço planos para ter as coisas mais organizadas. Mas é difícil.

Para os meus tecidos, uso um antigo móvel de mercearia. É óptimo, porque é lindo e os vidros permitem-me ver o que está lá dentro.



Para as fitas, arranjei duas soluções: as que vêm em bobines estão penduradas num cordão de algodão entre as pernas de um estirador.



As rendas estão penduradas na estrutura de um quadro de madeira. Retirei o vidro, acrescentei uns camarões e, voilá, nunca me esqueço delas.

E hoje chegou um gadget-maravilha à nossa retrosaria. É uma estrutura de madeira para colocar os carrinhos de linhas. Não é genial?


Há quanto tempo não via o Sol

Abrir as janelas, pôr os tapetes a apanhar ar e Sol - eles também precisam! E aproveitar todos os minutos deste dia.

Antes do Sol chegar, ainda fiz um chouriço para a porta da casa da Fátima, e uma mini-agenda para a Vanda.



Resiliência

Esta fotografia foi tirada da varanda do meu sótão, portanto, podem acrescentar-lhe mais uns três metros. Este menino nem se abalou com a tempestade. Ali está ele, a fazer-me sombra junto à churrasqueira e a deixar cair bolotas como quem perde cabelo no Outono. É um cipreste português, Cupressus lusitanica, ou cedro de Portugal. O mito de que são árvores de cemitério prende-se com o facto de estarem, simbolicamente, ligadas à vida e à imortalidade, já que nem as mais fortes geadas de Inverno afectam esta árvore, e a sua resina é incorruptível quimicamente.
Para mim, simboliza a resiliência. Esta árvore, para mim, é um exemplo.

Pão fresco, pela manhã

Quando era miúda, o padeiro mandava um rapaz, pouco mais velho do que eu, deixar o pão à porta de casa de meus avós. Ainda bem que essa tradição, de confiança mútua, ainda não acabou totalmente.

Aqui está um saco que vai receber pão fresco pela manhã. Como é de linho, se o pão estiver quentinho, respira :)


Pega, mudei a casa!

A minha amiga Margarida pediu-me umas fronhas para remodelar o sofá. Já tinha os tecidos escolhidos. Ficaram duas fronhas lindas, o que só confirma o seu bom-gosto. De um lado, flores; do outro, bolinhas. É uma linda colecção, esta. Cada vez mais gosto destas cores quentes.

Mudar as fronhas das almofadas de sofás e cadeirões é uma das melhores formas de remodelar uma casa, gastando pouco dinheiro. O efeito é completamente diferente.

E eu sei do que falo, porque na passada semana fiz duas fronhas para o meu sofá - que é velhíssimo - uma aos quadradinhos vermelhos e outra aos quadradinhos azuis. Quando os meus filhotes arrumarem todos os brinquedos da sala, mostro-vos o efeito. E não me vou ficar por aqui. Afinal, é em casa que passo a maior parte do meu tempo.

E agora, as almofadas da Margarida.