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Esta não é uma carteira qualquer



É linda, feita à mão por artesãos no Utah, tem belos pormenores em tecido e lã e cheira a terra. É minha, só minha, muito minha.
Mas se quiserem uma, podem visitar a QP Collections aqui: http://qpcollections.com





De moldes ao paleolítico

Há momentos em que odeio a Internet. felizmente são poucos, já que é ela que me sustenta. Depois há outras, cada vez mas comuns, em que continuo a espantar-me com ela. Nesses momentos em que surfo - lembram-se do termo 'surfar na net'? - descubro coisas lindíssimas, e consigo começar a pesquisar casacos e vestidos, aterro em criadores portugueses novos, dou um salto a blogues de culinária absolutamente inspiradores, vivo a mesma vida de uma família islandesa, descubro a dieta do Paleolítico, termino cheia de novas ideias, vontades e esperanças. É por causa disto que adoro a internet.

Uma Ovelha no Quintal
http://umaovelhanoquintal.blogspot.pt/




Wool and yarn from Portugal

It is for me a great pleasure to write about Filipa's Flying Fleece. She has sent me a bag of natural merino wool from portuguese sheeps. She makes lovely pieces from wool and yarn from portuguese sheeps "churra galega" and "merino".



The wool is completely natural without chemicals. It is used to be dyed and spinned. 
As Filipa writes: 
Chunky pieces and locks of organic washed merino wool that have undergone some accidental felting during the washing process. Perfect for stuffing toys and pillows- clean and soft. This fleece comes in big irregular chunks and locks. There are nepps, slubbs and soft locks in a very fluffy mix. No chemicals or harsh detergents were used and this is a child-safe organic fleece. It can also be used for felting projects of all kinds.The fleece is 'broken' and semi-felted, so it is hard to spin. It also contains a lot of short fibers that are unsuitable for easy spinning. It could be used to add texture to carded batts though.


Here where I live sheeps are everywhere. Once we had a family of sheeps. They were called Sailor and Lula. One of the most beautiful thing I ever saw was Lula gaving birth "Sol", this little fellow.


I find interesting and very compelling this tradition to be reborn by young people. Perhaps one day I will learn how to spin the wool, as for today I am using it only as sutffing to my pin holders and toys :)


Filipa's Flying Fleece is here and the shop can be found here. See her marvellous photos and explanations about all the process.

Projectos meus

Esta semana, nos poucos minutos livres, comecei a sentir necessidade de coser sem estar a pensar em encomendas. O meu atelier é extremamente quente e é difícil lá permanecer com prazer a horas decentes para trabalhar.
Comecei a fazer um conjunto para uma boneca: lençol, manta, almofada. Vou-me entretendo, dou vazão à minha necessidade de criar, coso à mão - o que me tranquiliza muito -, e vou, assim, me rodeando de coisas bonitas.

Anoitecer

Fiz quatro rosas para quatro clutches. Só parei porque não sou morcego.
Ficam as imagens do anoitecer aqui no Alentejo.






Entardecer

Assim se passa este final de tarde. No jardim, depois das seis, ouvem-se as vacas ao longe e os badalos das ovelhas, quase imperceptíveis aos ouvidos de quem aqui vive.
Regam-se as plantas, tenta-se fazer alguma coisa, criar algo novo, ou apenas deixamo-nos estar, assim, a sentir a brisa na planta dos pés, enquanto a tarde não se faz noite.









Desejosa...

... De deitar-lhe as mãos! Vai ser um quilt de 1,35x2 mt todinho para mim, todo, todo, todo!

Friends will be friends!

My dear Kathi,
Thank you so much for your present. A big envelope came to Alentejo from Germany full of beautiful fabrics/cloths. I love them all. Thank you for your care, thank you for having entered in my life, first as a client, then as a friend. Thank you for all the advices, wise words and hugs, even when I'm feeling down.
The cloths are beautiful and they all have the fresh smell of having already been washed :) You are great.
Take all my love to you and your family.
From windy Alentejo,
Rute




Por aqui

Ainda fascinada com este regresso, aproveito todos os minutos para me virar para fora, onde tudo se passa por estes dias. Uma semana de férias com os meninos doentes e sem vontade de fazer nada a não ser coser e dormir. Temos aproveitado as noites quentes para banhos na piscina, para plantar hortaliças e regar. No Verão alentejano, vive-se à noite.














Coisas que ficam na minha cabeça

Adoro passear em blogs, apaixonar-me pelas fotos, pelas histórias. Especialmente, blogs portugueses de artistas portugueses.


A Ana Ventura é ilustradora, designer e crafter. Tem na sua loja uns chinelos bordados à mão pela Teresa Nunes que eu penduraria na parede da minha casa como se uma obra de arte se tratasse. E trata.



Aqui bem perto de mim, na Herdade do Freixo do Meio, está o atelier da Filipa, a Caravana Bazaar, uma memorável caravana no meio do montado. A Filipa faz malas e carteiras lindíssimas, conjuga todo o tipo de materiais. São das carteiras mais lindas que já vi.









Coisas lindas que o carteiro traz


Tecidos maravilhosos pré-cortados para as as minhas mantas, da Fat Quarter Shop.
Um caderno português, encadernado à mão pela Um Barra Um, de Coimbra. Delicioso :)

Portugal no dedo

Chegou hoje o presente que namorava há meses e que comprei a semana passada num daqueles impulsos femininos. É absolutamente maravilhoso. Aliás, tudo o que a Elizabeth faz é maravilho. Espreitem aqui:
https://www.facebook.com/o.Atrio



Mãe, pica?

É esta pergunta que os meus filhos fazem sempre que me sento no cadeirão, acendo o candeeiro, e pego no bastidor do Agulha Não Pica. E eu respondo: se for feito com cuidado, não pica, não. Como prometido, sempre que há um tempinho livre, e é quase nunca, gosto de relaxar com o meu kit. Não está a ficar perfeito, mas simboliza já muito para mim.


Eu acredito.

Já fiz muitas coisas nesta vida. Fui jornalista, fui editora em projectos malucos e divertidos, fui assessora de comunicação numa multinacional, escrevi livros para crianças, fiz programas de televisão, ensinei crianças a espicaçar a imaginação e o gosto pela escrita, fui blogger activamente, fui revisora e editora de conteúdos. Agora, sou artesã e voltei a escrever. Para além da Pega-Rabuda e da retrosaria, estou envolvida noutros projectos de que me orgulho muito. Sou editora do blog PTTEAM, onde se reúne uma comunidade fantástica de artesãos portugueses espalhados no planeta Terra. Também sou editora e autora de um dos projectos mais fabulosos em que me vi envolvida, que é a nova revista online Papel. É um projecto-experiência de jornalismo diferente: mostra um Portugal positivo, esperançado, orgulhoso, de qualidade. É escrita por quatro dezenas de colaboradores que o fazem apenas porque acreditam na necessidade de haver um projecto deste tipo em Portugal. Não sabemos quanto tempo vai durar a boa-vontade dos que connosco trabalham. Também eles têm vida, trabalhos, família e contas para pagar ao fim do mês. Mas, uma coisa é certa, dedicam-se como ninguém. Nunca tinha trabalhado com uma equipa assim, que falasse honestamente, que fosse proactiva, que deixasse as lamúrias escondidas, que não fosse um ninho de vespas. Sorte a minha. Na Papel, escrevo ficção e tenho também uma secção sobre artesanato em Portugal, onde já tive o privilégio de conhecer tantos artesãos que admiro, pessoas criativas, empreendedoras, sonhadoras, que trabalham de sol a sol para se sentirem realizadas, sem qualquer apoio do Estado, levam o nome do país aos quatro cantos do mundo, apesar de terem dificuldades em pagar os impostos, a segurança social - que de nada lhes serve - e, mesmo assim, movimentam a economia portuguesa, compram em Portugal, vendem lá fora, não desistem do seu projecto de vida. Desde que fiquei sem emprego fixo, tenho conhecido tanta, mas tanta gente admirável! Tenho crescido tanto interiormente. Tenho conseguido continuar a acreditar que é possível fazermos o que gostamos e sermos felizes com muito menos. E pronto. Hoje é este o meu desabafo. Que todos pensassem um bocadinho nisto. Na vida que são dois dias, na generosidade, no amparo em tempos difíceis, no presente que é nosso e ninguém nos pode roubar. Estou grata por me lerem, por gostarem do que faço, e por serem as pessoas excelentes que são. Obrigada.

Burra velha vai aprender línguas!

Chegou!!! O meu presente para mim própria! Um lindo kit para aprender a bordar um coração português. É da Agulha Não Pica - oh, meu deus, que perdição, posso comprar tudo? sim?? - e vem com tudo o que é preciso: agulha, tecido, bastidor, linhas, instruções, tudo num belo e tradicional talego. Dá gosto comprar em Portugal!
E agora? Segundo a Gabi, a "agulha não pica quando é usada com a cabeça e o coração".
Estou com um nervoso miudinho como quem vai às aulas de francês.